A engenheira cartógrafa encontrou nas biojoias e nos acessórios em resina um novo caminho profissional

27 de julho de 2026 por Vanessa Brollo

Por muitos anos, Claudia Roriz Furiati Muller dividiu a rotina entre o trabalho, a família e o comércio. Engenheira cartógrafa, ela também teve um ateliê de costura e, mais tarde, uma loja de papelaria e presentes. O artesanato sempre esteve presente em sua vida, mas ocupava apenas os momentos de descanso.


Era um hobby, uma paixão antiga, mas Claudia nunca havia imaginado que ele poderia se transformar em sua principal atividade profissional.


A mudança começou com uma pergunta dos próprios clientes da papelaria. Eles queriam saber por que a loja vendia tantos presentes, mas não oferecia as peças produzidas pela própria Claudia.


A sugestão fez sentido. Aos poucos, biojoias e acessórios em resina começaram a ganhar espaço nas prateleiras. O resultado foi surpreendente. As peças passaram a estar entre os produtos mais vendidos da loja.
Foi quando Claudia percebeu que talvez houvesse ali uma oportunidade maior.


A empreendedora decidiu apostar no artesanato e transformar aquilo que durante tantos anos havia sido um hobby em negócio. A mudança, no entanto, não significou simplesmente abandonar tudo e começar do zero. Pelo contrário. Cada experiência anterior passou a fazer parte da nova trajetória.
O ateliê de costura, a loja de papelaria, os produtos que venderam bem e até as escolhas que não deram o resultado esperado ajudaram a construir o conhecimento que Claudia carrega hoje.

 


Para ela, o empreendedor precisa ter resiliência e, ao mesmo tempo, maleabilidade para mudar de rota quando necessário.


Nem sempre as coisas acontecem como foram planejadas. Um produto pode não funcionar, uma estratégia pode precisar ser revista e uma oportunidade inesperada pode surgir. Foi justamente essa capacidade de observar o que estava acontecendo ao seu redor que permitiu a Claudia reconhecer o potencial de suas próprias peças.


“Uma porta fechada nem sempre significa que o seu caminho está fechado. Talvez seja o momento de olhar em volta e ver o que está se apresentando”, afirma.


A experiência também ensinou que os caminhos que não dão certo podem ser importantes para o futuro. Cada tentativa oferece informações sobre o que funciona e o que precisa ser repensado.


“Todas as experiências que a gente tem na vida servem como aprendizado sobre o que dá certo e o que não dá certo, para não repetir uma fórmula que já não deu certo uma vez”, explica.


Mas, para Claudia, paixão e experiência não são suficientes para sustentar um negócio. Quando decidiu assumir o artesanato como sua principal atividade, ela também entendeu que precisava buscar conhecimento.
Estudar os materiais, as técnicas, a estética, os aspectos jurídicos e tudo o que envolve a atividade passou a fazer parte da rotina.

 


Nem sempre o resultado do estudo aparece imediatamente. Muitas vezes, o conhecimento adquirido só revela sua importância meses ou anos depois, quando chega o momento de tomar uma decisão.


É justamente essa combinação entre paixão, experiência e aprendizado que ajudou Claudia a transformar o artesanato em um novo caminho profissional.



As dicas da Claudia


- Seja resiliente e maleável- Nem sempre as coisas vão acontecer como planejado. É preciso ter resiliência para continuar e maleabilidade para reprogramar o caminho quando necessário.


- Uma porta fechada não significa o fim do caminho- Quando uma oportunidade não dá certo, vale olhar ao redor e observar o que aquela experiência está ensinando e quais novas possibilidades podem surgir.


-Estude e busque conhecimento- Não dá para construir um negócio baseado em achismos. Conhecer profundamente o produto, o mercado e os aspectos que envolvem a atividade é fundamental para tomar decisões melhores.

 

Fotos: Levy Ferreira/SECOM/Curitba