Fundada em 2014 pelo casal Fabiula Freire e Yuri Abreu, a Soldiers Nutrition é hoje uma das principais marcas de suplementação do Brasil, com faturamento de R$ 280 milhões em 2025 e projeção de crescimento contínuo. O que poucos imaginam é que a empresa nasceu de forma extremamente simples: em um cômodo emprestado na casa da mãe de Yuri, onde o casal cuidava sozinho de absolutamente tudo, desde a compra da matéria-prima à embalagem manual, atendimento, entrega dos pedidos e logística, muitas vezes feita pelos próprios fundadores.
Os primeiros anos foram os mais desafiadores. Com recursos limitados e uma operação totalmente artesanal, a Soldiers precisou aprender rápido, testar caminhos e tomar decisões estratégicas para sobreviver. Foi nesse contexto que o e-commerce se tornou a principal alavanca de crescimento, com vendas concentradas em marketplaces e outros ambientes digitais, permitindo escala, alcance nacional e maior competitividade em um mercado altamente disputado.
Hoje, a realidade é outra. A Soldiers opera em uma indústria de ponta com 10 mil metros quadrados, estrutura moderna e capacidade produtiva de até 300 mil produtos por mês, consolidando-se como um grupo empresarial em expansão no mercado de nutrição esportiva.
À frente desse crescimento, Fabiula Freire, cofundadora da marca, compartilha aprendizados construídos ao longo de mais de uma década empreendendo ao lado do marido, Yuri Abreu, fundador e CEO da empresa. Para o casal, quando relacionamento afetivo e sociedade caminham juntos, não existe fórmula mágica, existe diálogo, clareza de papéis e maturidade emocional.
“Tem gente que pergunta como faz para separar o pessoal do profissional, mas a verdade é que não separa. Somos marido e mulher, mas também somos sócios. O que aprendemos foi a respeitar o tempo de cada conversa e entender o papel de cada um dentro do negócio”, afirma Fabiula.
A partir da própria trajetória, a executiva compartilha cinco aprendizados que considera essenciais para casais que já empreendem ou desejam empreender juntos, mostrando que amor, confiança e estratégia podem sim coexistir e impulsionar negócios de alto impacto. Confira!
1. Entender rapidamente o que cada um faz melhor
Segundo Fabiula, um dos maiores erros de casais que trabalham juntos é tentar ocupar o mesmo espaço dentro da empresa. Para ela, identificar as habilidades individuais desde o início evita conflitos e torna a operação mais eficiente.
“Não dá para os dois fazerem a mesma coisa. Mesmo em casamentos muito bons, isso gera conflito. São criações e crenças muito diferente e que vão acabar conflitando em algum momento”, explica.
Na construção da Soldiers Nutrition a divisão aconteceu de forma natural. Enquanto ela assumia processos operacionais, gestão de pessoas e organização da rotina, Yuri ficava responsável pelas estratégias comerciais e crescimento das vendas.
“Foi no caos que entendemos isso. A empresa estava crescendo, a demanda aumentando e cada um começou a assumir aquilo que fazia melhor”, conta.
2. Saber que vida pessoal e profissional andam juntas
Para a empresária, a tentativa de separar completamente trabalho e relacionamento pode gerar ainda mais frustração. Isso porque, quando existe uma sociedade, as decisões e preocupações inevitavelmente atravessam a vida pessoal.
“Tem dias em que vamos dormir falando sobre um problema da empresa e tudo bem. São fases”, comenta.
Ainda assim, o casal aprendeu a criar momentos de desconexão da rotina corporativa. “Às vezes, estamos jantando e falando sobre trabalho, mas depois tomamos um banho, assistimos algo e voltamos a ser só marido e mulher. É uma construção muito natural”.
3. Ter uma base sólida antes de entrar em novos desafios
Para a cofundadora da Soldiers, ter uma relação sólida como marido e mulher é fundamental para criar a base do negócio.
“No começo, quando existia alguma discordância, eu ficava brava e ainda não tinha maturidade emocional para saber que ele não estava discordando da esposa, mas da sócia”, revela. Fabiula destaca que essa questão pode ser mais delicada para as mulheres.
“É fato que a mulher precisa se provar no mundo corporativo. Por isso, é preciso se conhecer e saber do seu potencial, para não acabar magoada em discussões em prol do negócio. Caso contrário, pode passar a acreditar que não tem capacidade de contribuir para a empresa e que o companheiro não acredita em suas aptidões”, compartilha.
Fabíula defende que maturidade, autoconhecimento e inteligência emocional sejam prioridades para casais que desejam empreender juntos.
4. Confiança é essencial, mas decisões importantes ´precisam ser construídas juntos
Mesmo com funções bem definidas, Fabiula conta que grandes decisões sempre passam por conversas profundas entre os dois.
“Quando envolve algo muito grande, que pode impactar fortemente o negócio, não basta um acreditar sozinho. O outro também precisa comprar aquela ideia”, enfatiza. Nesses casos, o consenso é fundamental. “Não seguimos com nenhum grande projeto, sociedade ou parceria que os dois não estejam convencidos. O sim tem que vir das duas partes”.
5. Ter um negócio alinhado com os valores pessoais
Outro aprendizado importante para o casal foi entender que nenhuma oportunidade vale a pena quando os valores das pessoas envolvidas são incompatíveis. “Não existe negócio bom com sócio ruim. Recebi esse conselho há muito tempo e hoje entendo o quanto é real”, afirma.
Hoje, antes de fechar qualquer parceria, eles observam muito mais do que números ou potencial financeiro. Estilo de vida, visão de futuro, disciplina e princípios pessoais também entram na análise. “O jeito que a pessoa leva a própria vida reflete diretamente em como ela conduz os negócios. Se os valores forem muito diferentes, em algum momento isso vai gerar conflito”, analisa a executiva.
Segundo a empresária, por envolver investimentos, toda a cautela é pouco para evitar riscos ao negócio. E esse cuidado inicia na observação de oportunidades. Além de acordos com alguns dos principais fornecedores e de aquisições de empresas menores, o negócio tem se consolidado como um grupo de empresas. Em 2025, por exemplo, lançou a SOWD, marca de roupas fitness, desenvolvida e liderada diretamente pela Fabiula.
Sobre a Soldiers Nutrition
Fundada em 2014 por Yuri Abreu, a Soldiers nasceu de forma caseira, quando ele tinha 21 anos, e passou a revender creatina comprada na Zona Cerealista de São Paulo. De lá para cá, a empresa multiplicou sua receita, alcançando R$ 280 milhões em faturamento em 2025 (receita do Grupo Soldiers) e projetando R$ 300 milhões para 2026.
O salto foi impulsionado por uma combinação de fatores: a retomada das academias pós pandemia, a aposta no modelo D2C (direct-to-consumer), que elimina intermediários e garante preços mais competitivos, e o laudo de 2022 da Abenutri, que classificou a creatina da Soldiers como a terceira mais pura do Brasil. O reconhecimento colocou a companhia em evidência, levando sua creatina a se tornar a mais vendida do país no maior marketplace do país. Em 2026, a creatina Soldiers recebeu o selo PureSafe, que registrou 99,98% de pureza.
Para mais informações, visite o site soldiersnutrition.com.br, e acompanhe a marca nas redes sociais: @soldiersnutrition.