
O mercado de beleza voltado para extensão de cílios e design de unhas tem se consolidado como uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo feminino no Brasil. Com baixo investimento inicial e alta demanda por serviços recorrentes, o setor atrai mulheres em busca de renda própria, mas ainda enfrenta desafios relacionados à gestão e à profissionalização.
Dados do Sebrae apontam que o segmento segue em expansão, com forte presença feminina. Apesar disso, muitas profissionais iniciam de forma autônoma e encontram dificuldades para estruturar o negócio, precificar serviços e garantir a segurança dos produtos utilizados.
Nesse cenário, a capacitação surge como um diferencial competitivo. Além da técnica, temas como gestão, marketing, vendas e fidelização passam a fazer parte da rotina dessas profissionais.
“O domínio da técnica já não é suficiente. É preciso entender o negócio como um todo, desde a escolha de produtos seguros até o posicionamento no mercado”, afirma Ana Paula Giffoni, diretora do Grupo Vermonth.
A empresa tem ampliado sua atuação ao investir na formação técnica e empreendedora, oferecendo cursos e orientações práticas que contribuem para a profissionalização do setor.
Da autonomia à estruturação
A transição de prestadora autônoma para empresária representa mais do que um avanço financeiro — está diretamente ligada à autonomia, estabilidade e qualidade de vida. Ao estruturar um estúdio próprio, muitas profissionais passam a organizar melhor a rotina, ampliar o faturamento e, em alguns casos, gerar empregos.
Histórias como a de Thaís dos Santos Grüner, de Santa Cruz do Sul (RS), ilustram esse movimento. Formada em engenharia civil, ela decidiu mudar de área após anos de atuação em outro setor e encontrou na beleza uma oportunidade de empreender com mais flexibilidade e propósito.
O início foi gradual. “Comecei com maquiagem, depois fui para salão e, aos poucos, construí meu espaço até conseguir me dedicar integralmente ao meu negócio”, conta. Segundo ela, a bagagem anterior fez diferença na forma de conduzir a nova carreira. “Eu já tinha noção de gestão e sabia que precisava planejar. Isso foi essencial para estruturar o negócio e crescer com consistência.”
Com o amadurecimento da operação, Thaís expandiu sua atuação, formou equipe e passou a ministrar cursos para outras profissionais. Hoje, além de atender, também atua na formação de novas empreendedoras — um reflexo da demanda crescente por qualificação no setor.
Para ela, um dos principais desafios ainda é a falta de preparo em gestão. “Muitas profissionais entram achando que é só técnica, mas existe todo um processo por trás. Sem planejamento e visão de negócio, a chance de frustração é grande”, afirma.
A aproximação com o Grupo Vermonth reforçou esse processo de profissionalização do negócio. “Quando me aproximei mais, percebi que eles vão além do produto. Existe uma preocupação real em formar profissionais completas, que saibam trabalhar com qualidade, segurança e visão de negócio”, destaca.
Empreendedorismo feminino em alta
O avanço dessas profissionais acompanha um movimento mais amplo de fortalecimento do empreendedorismo feminino no país. Em um cenário econômico desafiador, a busca por independência financeira tem impulsionado a criação de novos negócios — especialmente em setores com menor barreira de entrada.
No segmento de beleza, essa transformação ganha força com iniciativas que combinam capacitação técnica, orientação sobre segurança e educação empresarial.
“A informação é o que sustenta o crescimento. Quando a profissional entende sobre gestão e qualidade, ela consegue evoluir de forma consistente”, afirma Ana Paula.
Sobre o Grupo Vermonth
Com 40 anos de atuação, o Grupo Vermonth é um dos principais distribuidores e desenvolvedores de produtos profissionais para cílios e sobrancelhas no Brasil. A empresa reúne marcas internacionais e investe em tecnologia, segurança regulatória e formação técnica para o setor.