
Magali Afornali Slompo já carregava o empreendedorismo na história da família. Seus pais sempre trabalharam com alimentação. Primeiro, comandaram um restaurante e realizaram eventos e casamentos. Depois, abriram um pequeno comércio no bairro onde moravam, que acabou se transformando em uma padaria que funcionou durante 25 anos.
Mesmo assim, Magali construiu sua carreira no mundo corporativo. Foram 15 anos no setor bancário, trabalhando na área administrativa e também junto ao departamento de Recursos Humanos. Até que chegou o momento de mudar de rota.
Ela queria estar mais perto da filha, que ainda era pequena, e quando surgiu a oportunidade de um programa de demissão voluntária, decidiu que era hora de transformar uma vontade antiga em projeto.
A cunhada, Patrícia Slompo, que também trabalhava no banco, tomou a mesma decisão. E as duas se tornaram sócias.
Magali e Patrícia começaram juntas há oito anos, com uma academia personalizada no bairro Cristo Rei. A experiência trouxe conhecimento sobre gestão, clientes, equipe e todos os desafios que fazem parte da rotina de quem tem um negócio. Depois da pandemia, veio a ideia de um segundo empreendimento.
A escolha pelo segmento de alimentação não aconteceu por acaso. Durante a pandemia, as sócias sentiram na pele as dificuldades de manter um negócio que dependia da presença física dos clientes. Ao mesmo tempo, observaram que empresas de alimentação e produtos que podiam ser entregues em casa encontraram formas de continuar vendendo.
A paixão por chocolate também já existia, mas, em vez de criar uma marca do zero, Magali e Patrícia fizeram uma escolha estratégica: buscar uma franquia que nasceu em Gramado, no Rio Grande do Sul.
Em uma visita à cidade, Magali e a família conheceram uma loja da Lugano. O produto chamou atenção, mas havia algo ainda mais importante para quem estava procurando uma oportunidade de negócio: a marca trabalhava com o sistema de franquias.
“Na época, não tínhamos nenhuma ideia de negócio que pudéssemos começar do zero. Como sou formada em Administração, sabia que poderia fazer muita coisa, mas a franquia foi uma boa opção para começar”, conta Magali
Para ela, o modelo oferecia uma estrutura importante para quem estava entrando em um novo segmento.
“A franquia é um modelo de negócio testado e aprovado. Mas é preciso observar se a franquia é séria, os números e se a marca é bem aceita”, aconselha.
Magali e Patrícia decidiram trazer a marca para Curitiba. A escolha do endereço também passou por uma análise de mercado, mas teve um ingrediente pessoal. Além de estar perto de casa, o bairro Santa Felicidade é um dos mais conhecidos de Curitiba quando o assunto é gastronomia, turismo e tradição, o bairro recebe visitantes durante todo o ano.
“Eu escolhi Santa Felicidade porque moro aqui na região, então para mim é perto. E também por ser um bairro turístico, um bairro gastronômico. Achei que tinha tudo a ver trazer o chocolate de Gramado para cá, por conta do turismo, porque é um bairro muito visitado por turistas”, explica.
Magali encontrou na franquia uma forma de entrar em um novo mercado com uma marca já consolidada. Encontrou em Santa Felicidade o cenário que combinava com seu negócio. E, ao lado da cunhada, transformou uma oportunidade em uma nova história.
Dicas da Magali para quem quer empreender
-Não espere estar 100% pronto para começar- Eu não estava 100% pronta, mas precisava começar. Conhecimento vem também com a prática. É preciso pesquisar, aprender, errar, ajustar e seguir.
- Escolha um modelo de negócio que faça sentido para você- Antes de investir em uma franquia, é fundamental pesquisar a marca, analisar os números, entender o mercado e verificar se existe identificação com o negócio. Começar com um modelo testado trouxe segurança para entrar em um novo segmento.
-Nunca perca a motivação que fez você começar-Empreender também significa enfrentar dias difíceis. Quando um plano não funciona, pode ser hora de mudar a rota, mas não necessariamente de desistir. Não deu o plano B, vamos para o C.O importante é continuar.
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