Minha Casa, Minha Vida amplia teto e impulsiona projetos imobiliários em Londrina

21 de janeiro de 2026 por Vanessa Brollo

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida que entraram em vigor neste mês trazem mudanças relevantes para o mercado imobiliário, especialmente em cidades de porte médio como Londrina. A principal alteração é o reajuste do valor máximo do imóvel financiável nas faixas 1 e 2, que passa a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, conforme o perfil urbano e populacional dos municípios. Para metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, caso de Londrina, o novo teto é de R$ 255 mil.

Na prática, a atualização amplia o número de empreendimentos enquadráveis no programa e reduz um gargalo que vinha limitando o acesso ao crédito para famílias de menor renda. Com imóveis frequentemente ultrapassando o teto anterior, muitos financiamentos deixavam de ser aprovados.

FGTS e taxas reduzidas

Além da elevação do teto, o pacote reforça subsídios do FGTS e prevê taxas reduzidas para as faixas 1 e 2, justamente onde a sensibilidade ao custo do financiamento é maior. Para 2026, o Conselho Curador do FGTS aprovou um orçamento recorde de R$ 160,5 bilhões, sendo R$ 144,5 bilhões destinados à habitação. O Ministério das Cidades também projeta R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais, concentrados nas famílias de menor renda.

Para o setor da construção civil, o conjunto de medidas tende a se refletir em maior volume de contratos. “Quando o teto do programa acompanha melhor a realidade dos preços, o mercado destrava. Muitos projetos já estavam prontos, mas o cliente não conseguia avançar por uma diferença pequena de valor”, afirma Vevianne Jacques, diretora comercial da Pride Construtora.

Empreendimentos da Faixa 2

Em Londrina, a Pride possui empreendimentos que se encaixam no novo limite da Faixa 2, como o Linha London, Bliss, Sonne, Solar Essenza e o Solare Fiore. São empreendimentos de dois quartos, com ambientes exclusivos para lazer, espaço pet, área fitness e guarita. Foram projetados para quem deseja sair do aluguel, já que os subsídios de programas como o Minha Casa, Minha Vida beneficia os mutuários que querem pagar parcelas do financiamento inferior ao preço de um aluguel. Segundo Vevianne Jacques, a mudança deve ampliar o público apto ao financiamento e reduzir a principal barreira de entrada para as famílias.

Quem será beneficiado

A Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida contempla famílias com renda mensal entre R$ 2.850,01 e R$ 4,7 mil, justamente um grupo fortemente impactado pela combinação entre subsídio, taxa de juros e valor do imóvel. “Essas famílias têm capacidade de pagamento, mas são muito sensíveis a qualquer aumento no custo inicial. O reforço dos subsídios e o reajuste do teto tornam o financiamento mais viável e previsível”, analisa Vevianne.

Na avaliação da Pride, o efeito das novas regras vai além do estímulo às vendas. “Há um impacto direto no planejamento dos projetos. Com regras mais claras e tetos mais alinhados ao mercado, as construtoras conseguem desenvolver produtos já pensados para atender esse público, com maior segurança”, conclui a diretora.

Sobre a Pride

Ao chegar em 2026 com 14 anos de experiência no ramo imobiliário, a Pride tem mais de 4 mil unidades entregues em várias cidades do Paraná. Os empreendimentos são planejados para quem quer investir ou sair do aluguel. A empresa tem focado em empreendimentos que possam responder a todas as demandas e realidades dos clientes.