Quando a fotografia deixou de ser plano B e virou profissão principal

20 de maio de 2026 por Vanessa Brollo

Nem sempre uma mudança de carreira acontece por escolha planejada. Às vezes ela nasce da necessidade, da maternidade e até de um momento de crise. Foi exatamente assim com Ana Paula Martynyszyn, que viu a fotografia deixar de ser uma possibilidade de renda extra para se transformar em profissão principal durante a pandemia.

 

Antes de viver da fotografia, Ana Paula trabalhava com turismo e tinha uma agência de viagens. Mas a chegada da filha trouxe novas prioridades. Ela conta que já não estava satisfeita profissionalmente e, ao perceber que a filha precisava de mais atenção, decidiu desacelerar e se dedicar mais à maternidade.

 

“Foi um período em que precisei olhar para minha vida com mais sinceridade. Eu queria estar mais presente como mãe e também encontrar um trabalho que realmente fizesse sentido para mim”, relembra.

 

A fotografia surgiu nesse processo como um novo caminho. Inicialmente, a ideia era que fosse apenas um complemento de renda, um plano B. Só que então veio a pandemia, o turismo praticamente parou e ela precisou se reinventar rapidamente.

 

“O turismo foi um dos primeiros setores a parar e um dos últimos a voltar. Eu precisava continuar trabalhando e pagar as contas. A fotografia acabou se tornando meu plano A de forma muito natural”, conta.

 

Mesmo apaixonada pela área, Ana Paula sabia que talento sozinho não bastava. Para entrar no mercado, investiu em cursos e especializações, principalmente voltados à fotografia feminina. Foi nesse nicho que começou a construir sua trajetória profissional.

 

Com o tempo, percebeu um movimento interessante entre as próprias clientes. Muitas mulheres procuravam ensaios femininos, mas também precisavam de fotos profissionais para fortalecer a imagem no mercado de trabalho e nas redes sociais. Aos poucos, os retratos corporativos começaram a ganhar espaço e abriram portas para os eventos empresariais.

 

“Hoje as pessoas querem transmitir muito mais do que uma pose tradicional. Elas querem mostrar autenticidade, criatividade, confiança e humanidade. A fotografia corporativa passou a ter um papel importante nisso”, afirma.

 

A mudança de área também ensinou lições importantes sobre adaptação e inovação. Para Ana Paula, quem empreende precisa entender que o mercado muda o tempo todo e que atualização constante deixou de ser diferencial para virar necessidade.

 

“Quem não acompanha as mudanças acaba ficando para trás. O mercado está muito rápido e a gente precisa aprender o tempo todo para entregar um trabalho melhor.”

 

Hoje, fotografando empresárias, profissionais e eventos corporativos, Ana Paula olha para trás com a certeza de que a coragem de recomeçar transformou completamente sua vida profissional.

 

Dicas da Ana Paula para quem quer empreender em áreas criativas:

 

-Defina seu estilo pessoal e deixe isso claro no seu trabalho

-Invista em cursos e capacitação para entrar e se fortalecer no mercado

-Esteja sempre atualizado sobre novas tecnologias, equipamentos e tendências

-Participe de eventos e busque conteúdos relevantes para ampliar conhecimentos

-Entenda que adaptação é essencial para acompanhar as mudanças do mercado

-Mostre autenticidade e humanize sua marca profissional

-Nunca pare de aprender e de buscar evolução no seu trabalho